A menopausa é o nome dado à última menstruação, que geralmente acontece entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Isso significa que ela esgotou seu estoque de óvulos, que foram liberados desde a puberdade, mês a mês, ao longo de 30, 35 anos. A ciência nos mostra que a menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação, resultado da queda natural na produção de estrogênio e progesterona.
Especialistas do Ministério da Saúde, explicam que essa oscilação afeta diversos sistemas, desde o controle térmico até a densidade óssea. O período que se segue após o fim do período menstrual que é denominado climatério.
Climatério: é o estágio de transição entre a fase reprodutiva, quando a mulher ainda menstrua, e o início da fase não reprodutiva, momento em que ocorre a última menstruação. É nesse período em que ocorre a diminuição gradual do estrogênio e da progesterona, o que ocasiona alterações na intensidade e constância dos fluxos menstruais.
Apesar de poder apresentar dificuldades, o climatério é um período importante e inevitável na vida da mulher, devendo ser encarado como um processo natural, e não como doença.
Estilo de vida impacta diretamente a saúde durante o climatério
No Brasil, cerca de 73% das mulheres enfrentam sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor e redução da libido. Esses sinais podem afetar de maneira significativa a rotina e a autoestima. No entanto, é possível minimizar os impactos com estratégias simples, mas eficazes, adotadas diariamente.
Especialistas em ginecologia endócrina e climatério, explicam que esse período é também uma chance de transformação. “A saúde da mulher nesse momento é muito mais influenciada pelas escolhas diárias do que pela genética. Alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física regular e equilíbrio emocional são pilares
Alimentos essenciais na menopausa?
A ciência nos mostra que a nutrição desempenha um papel vital na proteção contra a osteoporose e doenças cardiovasculares, que se tornam riscos maiores após a menopausa. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizar alimentos frescos e integrais fornece os minerais necessários para a saúde esquelética.
Evidências descritas na revisão, sugerem que nutrientes específicos ajudam a equilibrar o metabolismo e a preservar a massa muscular:
- Cálcio e Vitamina D: Encontrados em laticínios, sementes de gergelim e folhas escuras para fortalecer os ossos.
- Fito estrogênios: Alimentos como linhaça e soja podem ajudar a suavizar os sintomas hormonais de forma natural.
- Ômega-3: Presente em peixes e nozes, protege a saúde do coração e melhora a estabilidade emocional.
Causas da menopausa:
Todos os óvulos que a mulher produzirá ao longo da vida têm sua origem em células germinativas (ou folículos) dos ovários já presentes quando nasce uma menina. Essa reserva é usada desde a primeira menstruação (menarca) até a última menstruação (menopausa).
Mulher nenhuma é capaz de formar novos folículos para repor os que se foram. Quando morrem os últimos deles, os ovários entram em falência e as concentrações dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, caem irreversivelmente.
Entre outras causas possíveis da menopausa, estão as cirurgias ginecológicas que incluem a retirada dos ovários.
Cuidados na menopausa
- Adote uma alimentação balanceada;
- Pratique atividades físicas regularmente;
- Controle o peso;
- Cuide do sono;
- Gerencie o estresse;
- Dedique atenção à pele e ao cabelo;
- Evite tabaco e álcool em excesso;
- Avalie terapias hormonais e alternativas.
Sintomas da menopausa
Sabe os sintomas da TPM? Então, o que se sente no climatério é um pouco parecido, porém, ainda mais forte e duradouro. É uma fase que pede paciência e cuidados maiores com a saúde.
Entre os sintomas mais comuns, podemos citar:
- inchaço por retenção de líquidos;
- fogachos e ondas de calor;
- irritabilidade;
- dores de cabeça;
- melancolia e sintomas depressivos;
- fluxo menstrual irregular;
- ressecamento vaginal;
- perda de libido;
- oscilações de sono (excesso de sono ou insônia);
- cabelos e unhas enfraquecidos.
Ao observar os sintomas acima, um médico especialista em ginecologia deverá ser consultado para exames e orientações individuais. Caso os sintomas estejam prejudicando a qualidade de vida da mulher, o especialista poderá indicar tratamentos hormonais para amenizá-los.
Menopausa Precoce
Embora a idade média para fim da fertilidade feminina seja por volta dos 50 anos, essa fase costuma se consolidar com pequenas variações individuais, indica estudo publicado em alguns artigos e revistas que abordam o assunto. Contudo, algumas pessoas vivenciam o fenômeno antes dos 40 anos.
É a chamada menopausa precoce, condição conhecida como insuficiência ovariana prematura e que afeta cerca de 1% das mulheres, conforme aponta a Diretriz Brasileira de Saúde Cardiovascular na Menopausa. Pode surgir por diversos motivos, incluindo:
- fatores genéticos (histórico familiar pode influenciar diretamente);
- alterações autoimunes (quando o próprio sistema imunológico ataca os ovários);
- intervenções médicas (tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou cirurgia de retirada dos ovários);
- infecções virais ou exposição a toxinas (menos comuns, mas podem ser causas associadas).
- Formas de evitar a menopausa precoce
- Existem medidas que ajudam a preservar a saúde hormonal, sendo importante especialmente em casos sem predisposição hereditária.
Gravidez na menopausa, é possível?
Apesar dos desafios, a gravidez na menopausa pode ser possível por meio de técnicas de Reprodução Assistida.
Em geral, a menopausa marca o fim da fertilidade da mulher, mas avanços na Reprodução Assistida têm permitido que mulheres que passaram por essa fase possam, em circunstâncias específicas, realizar o sonho de ser mãe. O conceito de gravidez na menopausa pode parecer contraditório, mas com o auxílio de técnicas modernas, é possível que mulheres na menopausa consigam engravidar.
Apesar de ser incomum, a gravidez na menopausa tem atraído a atenção tanto de pacientes quanto de profissionais de saúde, que buscam alternativas para viabilizar a gestação mesmo após a interrupção natural do ciclo menstrual. Diversos fatores, como a disponibilidade de tratamentos de Reprodução Assistida e a evolução dos protocolos médicos, contribuem para que essa possibilidade seja considerada viável em contextos específicos.
No entanto, é imprescindível que o tratamento seja conduzido por uma equipe especializada, que monitora cuidadosamente a saúde da gestante durante todo o processo.
Conclusão:
A menopausa é um estado desconfortável que as mulheres têm que passar, seja mais cedo ou mais tarde.
Procurar um acompanhamento de um profissional interagido no assunto será de grande ajuda para ultrapassar esse período tão aterrorizante para muitas mulheres.
Espero que esse conteúdo tenha sido útil para você.
Até breve!
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