Disfunção Intestinal - Saúde do Intestino

Homem agachado com a mão na cabeça

A Disfunção intestinal tem causado grande impacto a saúde da mente da população.

Pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão frequentemente relatam mais problemas gastrointestinais, incluindo cólicas. Não é coincidência. A saúde mental abalada mexe com a química do cérebro, e essa química influencia diretamente o intestino. É um ciclo vicioso: o estresse causa a cólica, e a dor e o desconforto da cólica podem aumentar ainda mais o estresse e a ansiedade

Ao longo do tempo, os avanços da ciência nos permitiram entender melhor o funcionamento do corpo humano. Uma das grandes surpresas dessa leva de conhecimento adquirido envolve o intestino. Com até nove metros de comprimento e cerca de 500 milhões de células nervosas, ele deixou de ser considerado apenas um órgão de digestão, absorção e transporte de nutrientes e ganhou também o título de " segundo cérebro" do corpo humano.


A relação íntima entre o cérebro e o intestino tem um impacto importante na saúde da mental. Pesquisas indicam que a microbiota intestinal é essencial na produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que são fundamentais para o humor e o bem-estar emocional. Assim, um equilíbrio na microbiota pode ajudar a prevenir problemas mentais, como ansiedade e depressão, melhorando a qualidade de vida emocional. 

 

O corpo humano abriga milhões de microrganismos, com a maioria deles morando no intestino. A microbiota intestinal, que inclui uma variedade de microrganismos (não apenas bactérias), vive no trato gastrointestinal e desempenha várias funções essenciais, podendo impactar a saúde ao afetar o metabolismo, o sistema imunológico e a produção hormonal.


Estudos recentes têm mostrado que essa microbiota também pode influenciar a saúde mental, já que foi comprovado que existe uma conexão direta entre o intestino e o cérebro.   


Intestino - Abrigo de Bactérias


Os profissionais esclarecem ainda que o intestino humano abriga, de forma natural, microbiotas, micróbios que exercem influência no cérebro, modulando emoções e comportamentos. A explicação para a interferência está relacionada às substâncias químicas que estes liberam. "Eles possuem a capacidade de atravessar a barreira de defesa do cérebro, modificando o funcionamento das células nervosas. Isso faz com que o sistema emocional entre em desequilíbrio".


 No entanto, essa ação química não é a única responsável por essas alterações psíquicas. Já se sabe que, os micróbios intestinais conseguem modificar a atividade dos nervos do sistema gastrointestinal. É assim que eles levam as informações até o cérebro. "As consequências são possíveis ataques de fúria, tristeza profunda, alterações de humor, apatia, desânimo, dores de cabeça e depressão", destacam alguns psicanalistas.

 

 A ansiedade, raiva, nervosismo, ira e tristeza podem sim ter origem no intestino, órgão classificado pelos especialistas como segundo o cérebro do corpo humano. Já faz algum tempo que a ciência estuda a conexão do cérebro com nosso aparelho digestivo e qual a relação deste órgão com o bem-estar psíquico do ser humano. 


Por muito tempo, o intestino foi considerado um órgão que executa apenas funções de digestão de alimentos, absorção de nutrientes/água e excreção. 

Mas, na verdade, está ficando bem claro para todos nós que   esse extenso órgão tem relação direta também com a saúde da mente e as emoções. 


Ao contrário do nosso cérebro, o sistema nervoso entérico (como é conhecido o conjunto de fibras nervosas que compõem o trato gastrointestinal) não pensa, mas tem a capacidade de sentir. 


O intestino é um órgão sensorial, sendo sensível às emoções e ao estresse. Além disso, ele controla diversas funções para mediar o bem-estar do ser humano. 


Vale ressaltar que suas funções nervosas são realizadas de forma autônoma e não dependem de comandos neurais superiores. Porém, o intestino envia diversas informações ao cérebro, por meio dos sistemas simpático e parassimpático, mesmo agindo de maneira independente do órgão pensante. 




Foto de órgãos

Microbioma Intestinal X Saúde da mente 


Existe uma comunicação direta entre o cérebro e o intestino, chamada eixo intestino-cérebro. É uma via de mão dupla. O que acontece na sua cabeça afeta sua barriga, e o que acontece na sua barriga pode afetar seu humor e sua mente. Quando o estresse ataca, essa comunicação fica meio bagunçada. O cérebro manda sinais de “alerta” que o intestino interpreta como “acelera tudo!”.

Essa ligação explica também por que pessoas com ansiedade crônica ou síndrome do intestino irritável (SII) sofrem tanto com diarreia. Na SII, o intestino já é mais sensível, e o estresse funciona como um gatilho poderoso, piorando os sintomas e causando crises de dor, inchaço e, claro, diarreia ou constipação.

Dentro do nosso intestino vive um verdadeiro ecossistema com trilhões de micro-organismos, incluindo bactérias, vírus e fungos, que formam o que chamamos de microbioma intestinal.

Embora muita gente pense neles apenas como bactérias, a verdade é que esses micro-organismos desempenham funções essenciais para o nosso corpo, inclusive quando o assunto é saúde da mente.


E, é por falta de conhecimento, muitas das vezes nós contribuímos para o mal funcionamento do nosso intestino e isso pode causar grande impacto a saúde da mente. 


Existem alimentos que são indispensáveis para a manutenção da saúde intestinal.

Quanto mais variada for a sua dieta, melhor.

A inclusão de alimentos fermentados, como iogurtes e outros prebióticos que auxiliam a flora intestinal, assim como as enzimas digestivas das frutas, cereais e leguminosas que também contém fibras, apontam os nutricionistas.

Adote, uma dieta rica em frutas, fibras e iogurtes que pode deixar sua microbiota intestinal bem mais saudável.   

 Tais bactérias influenciam diretamente a produção de neurotransmissores, como a serotonina, que está ligada à sensação de bem-estar e felicidade. Surpreendentemente, cerca de 90% da serotonina do corpo é produzida no intestino. Além disso, um microbioma equilibrada ajuda a regular processos inflamatórios, fortalece o sistema imunológico e até pode influenciar a forma como respondemos ao estresse. 

Quando há um desequilíbrio na flora intestinal, existe um quadro chamado de disbiose, que pode surgir, trazendo como consequência, problemas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e até sintomas depressivos. Ou seja, manter o microbioma saudável é uma forma muito importante de cuidar da mente também, que por muitas vezes é subestimada. 

Conclusão

Com as informações elencada acima, acerca do nosso” segundo cérebro”, podemos perceber que se não houver um alinhamento total em nosso organismo é impossível haver um bom funcionamento do corpo inteiro.  

Quem diria que nossa mente poderia ser afetada com o desequilíbrio da flora intestinal? 

Como diz um velho ditado popular: “vivendo e aprendendo! 

 

 

 

  

  

 

Enterite - Inflamação do Intestino

Médico com paciente


A inflamação do intestino, também chamada de enterite, pode causar sintomas como diarreia intensa, febre, náusea, vômito, perda do apetite e dor abdominal, e deve ser tratada assim que surgirem os primeiros sintomas, pois assim é possível evitar a perda excessiva de líquidos pelo corpo e, consequentemente, a desidratação.

Conhecido como o segundo cérebro do nosso corpo, intestino é um órgão preponderante quando falamos de saúde. Isso porque, além de ser responsável pela absorção de nutrientes, e estar associado a problemas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo, manter o órgão em boas condições também pode fortalecer a imunidade do organismo.

Quando o nosso corpo está em alerta, podemos sentir diversos sintomas que nos fazem pensar em uma infecção ou inflamação. Mas, se o problema está localizado no intestino, que é um órgão o qual não nos atentamos muito, como podemos saber que está inflamado

E o que fazer para aliviar o desconforto e curar completamente a inflamação?

O tratamento para inflamação do intestino depende da gravidade da condição, dos sintomas apresentados e do causador da enterite. Em geral, para casos mais leves são indicados repouso, maior ingestão de líquidos e alimentação leve. Outros casos podem precisar de medicamentos e internação.

Vamos conhecer os sintomas comuns causados pela inflamação intestinal e encontrar algumas soluções eficazes para combatê-las. A inflamação intestinal, também conhecida como Enterite, é um problema de saúde bem comum em muitos países. Estima-se que entre 10% e 40% da população mundial sofre com a inflamação na parte inferior do intestino grosso (a região mais próxima ao ânus) ou na parte superior do intestino grosso (a região mais próxima ao estômago). É um problema que afeta desde bebês até idosos, embora seja mais frequente em pessoas com mais de 50 anos.



Sintomas da Inflamação Intestinal:


  • Dor ou desconforto constante no abdômen;
  • Mudanças no estado das fezes, com presença de sague;
  • Dor e desconforto ao urinar;
  • Dor ou desconforto na região pélvica;
  • Dor nas pernas ou muscular;
  • Sensação constante de fraqueza;
  • Tontura ou cansaço e diarreia intensa;
  • Dores nas costas.

Como confirmar o diagnóstico



O diagnóstico do intestino inflamado deve ser feito pelo gastroenterologista ou clínico geral a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa. Além disso, o médico pode solicitar a realização de exame de sangue e fezes com o objetivo de identificar o agente causador da enterite. Em alguns casos, pode também solicitar a realização de colonoscopia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.


Problemas na pele

Problemas de pele como eczema, por exemplo, podem estar relacionados a um intestino inflamado. Afinal, a inflamação no intestino causada por uma dieta pobre ou alergias alimentares pode causar aumento do “vazamento” de certas proteínas para o corpo. Ou seja, pode irritar a pele e causar doenças como eczema e outras.



Prato de salada de legumes.

Como Restaurar o Intestino Inflamado?


É possível  a restauração do intestino ao adotar hábitos de cuidados com a alimentação e higiene para fortalecer a barreira imunológica e prevenir o desenvolvimento de inflamação ou, em casos de doenças crônicas, amenizar os sintomas e evitar períodos de atividade da doença. Hábitos que fazem a diferença:

  • Beber bastante água todos os dias;
  • Consumir quantidade considerável de fibras na dieta;
  • Mantenha uma dieta balanceada e saudável;
  • Higienizar os alimentos antes consumir;
  • Escolha ambientes limpos para fazer as refeições;
  • Evitar o abuso de medicamentos, antibióticos que agridam a mucosa intestinal.
  • Com a adoção de hábitos saudáveis é possível contribuir para a saúde intestinal .

Conclusão

Muitas pessoas ainda não adquiriram essa informação que é tão valiosa.
O intestino se tornou responsável por grande parte de nosso bem-estar físico e mental. 
Todo o nosso sistema depende do bom funcionamento do intestino.
Adotar hábitos saudáveis favorece a nós mesmo!

 

 

 

Intolerância Alimentar X Doença Celíaca

bolo em um prato e uma xícara de chá


intolerância alimentar é uma condição em que o organismo não consegue digerir adequadamente certos alimentos, resultando em sintomas desconfortáveis após a ingestão destes, como: dor e inchaço abdominal, e excesso de gases, por exemplo.

Alguns tipos de intolerância alimentar incluem a intolerância à lactose, à frutose, ao carboidrato e ao glúten. Essa condição pode acontecer devido à ausência ou menor quantidade de enzimas digestivas ou por problemas intestinais, como doença celíaca e doença inflamatória intestinal.

A intolerância Alimentar e a causa de muitos desconfortos que surgem no corpo.

Quando o organismo desenvolve a intolerância a certos alimentos e não havendo um diagnóstico precoce  o problema pode se agravar a ponto de levar a fraqueza do organismo por conta da carência nutricional.

Quando nosso organismo  encontra-se fraco o corpo fica sem defesa e acaba vulnerável e sujeito a doenças Inflamatórias.

Porque nosso corpo está sujeito a intolerâncias?

Intolerâncias alimentares nem sempre decorrem de fatores genéticos. Muitas vezes, o problema é causado por uma doença no intestino, que deixa o sistema digestivo fragilizado abrindo espaço para o desenvolvimento da intolerância a determinadas substâncias. 

Em alguns casos, os hábitos alimentares também podem ser os responsáveis pela decorrência da intolerância alimentarObservar as reações que são apresentadas pelo corpo logo após a ingestão de determinados alimentos e muito importante para um breve diagnóstico. Caso a pessoa corte da dieta o glúten ou a lactose sem haver necessidade, é possível que, a longo prazo, o organismo deixe de produzir as enzimas responsáveis pela digestão dessas substâncias – o que pode causar certa intolerância alimentar, mesmo que seja algo mais ameno e passageiro.


O tratamento da intolerância alimentar pode ser recomendado pelo gastroenterologista ou nutricionista, podendo incluir o uso de enzimas digestivas, a diminuição ou exclusão dos alimentos relacionados com a intolerância e o uso de suplementos probióticos.

Sintomas de intolerância alimentar

Os principais sintomas de intolerância alimentar são:
  • Dor abdominal;
  • Barriga inchada;
  • Excesso de gases;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Dor de cabeça ou enxaqueca;
  • Cansaço excessivo;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor muscular;
  • Manchas na pele;
  • Alteração de humor.
Os sintomas de intolerância alimentar podem surgir alguns minutos após a ingestão do alimento, principalmente quando se consome em grandes quantidades.


Como Identificar a  Intolerância Alimentar

Para identificar a intolerância alimentar, é aconselhado consultar o gastroenterologista ou clínico geral, que avalia os sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Em alguns casos, o médico pode realizar um teste de provocação, que consiste em comer o alimento do qual se desconfia de intolerância e observar se surge algum sintoma.

Prevenção da Intolerância Alimentar

Para prevenir a intolerância alimentar, é importante manter uma alimentação variada e equilibrada, evitando o consumo excessivo de alimentos processados e industrializados. Além disso, é fundamental estar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica em caso de sintomas persistentes.


Qual a diferença entre alergia e intolerância alimentar?


Uma alergia é definida como um efeito adverso à saúde que ocorre de maneira imediata por conta de uma resposta imune após a ingestão ou contato com um determinado alimento. Por exemplo, uma pessoa alérgica a amendoim, ao consumir ou, em alguns casos, tocar nesse alimento, pode apresentar sintomas na hora, como coceira e fechamento da garganta.


Já a intolerância alimentar é caracterizada por uma ausência ou deficiência de uma enzima no corpo, que dificulta o processamento de alguns alimentos na digestão. Ela pode ser notada quando, após o consumo de um alimento específico, o indivíduo apresenta sintomas gastrointestinais, como vômito, diarreia, entre outros.


Por exemplo, se uma pessoa é intolerante à lactose, não é o contato com o leite que vai causar reações adversas, mas sim o consumo da lactose presente nesse alimento que poderá causar incômodos no estômago e intestino. 

Agora vamos falar do glúten, outro vilão entre os alimentos.

O glúten tem sido apontado como o grande vilão da alimentação: cada vez mais pessoas não toleram o conjunto de proteínas encontrados no trigo e em outros grãos.

O que é o glúten, afinal?

O glúten nada mais é do que uma das várias proteínas encontradas nos cereais. Nos produtos de trigo, por exemplo, ele garante que uma massa tenha elasticidade e possa ser amassada e enrolada. Além do trigo, o centeio e a cevada, seus derivados e cruzamentos também contêm glúten, como:
  • Espelta
  • Sêmola de grano duro
  • Farro
  • Espelta pequena
  • Trigo Kamut
  • Farro verde
  • Triticale (híbrido entre trigo e centeio)

O glúten pode desencadear a doença Celíaca.

A doença celíaca é uma condição autoimune grave desencadeada pela ingestão de glúten. Quando pessoas com essa doença consomem alimentos que contêm glúten, o sistema imunológico reage de forma agressiva, atacando o intestino delgado. Isso causa inflamação, danos às vilosidades intestinais (pequenas estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes) e problemas na digestão e absorção de alimentos.

Sintomas principais incluem:

• Diarreia crônica;

• Perda de peso;

• Anemia por deficiência de ferro;

• Fadiga;

• Dor abdominal e inchaço.


Se não tratada, a doença celíaca pode levar a complicações graves, como osteoporose, infertilidade e até mesmo câncer intestinal.

Portanto, apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, não é um processo alérgico, mas autoimune. 

Entretanto, nem sempre este quadro clínico é tão bem definido. Podem existir sintomas exclusivos de infertilidade feminina e masculina, devido aos múltiplos efeitos da nutrição nos fatores de imunidade e nos hormônios, ou por estar associada aos sintomas característicos acima descritos. Os mecanismos não são totalmente claros, mas a infertilidade nestes casos é alta, mas normalmente reversível com o controle rígido da dieta.

O que se sabe hoje é que a doença celíaca provoca má absorção de nutrientes importantes para o sistema reprodutor, como ferro, ácido fólico, vitamina K, B12, B6 e outras vitaminas lipossolúveis, que poderiam ser também responsáveis por malformações congênitas.

Existem muitos casos de mulheres que começaram uma dieta para tratar a doença celíaca e acabaram engravidando ao decorrer desse período.

mulher gravida com a mão na barriga

Doenças Celíaca e infertilidade

A doença celíaca é demonstrada em cerca de 1% da população geral, enquanto nas mulheres com infertilidade inexplicada, a prevalência é de até 8%. Portanto, é recomendável que mulheres com infertilidade inexplicada façam o rastreamento desta doença.

Muitas vezes o único sinal da doença, que é excessivamente negligenciado, é a presença da subfertilidade ou da infertilidade, uma vez que muitas pesquisas apontam uma ligação entre sensibilidade ao glúten e desordens reprodutivas na mulher.

Mulheres com sintomas discretos da doença celíaca podem ainda apresentar a primeira menstruação numa fase tardia da vida, menopausa precoce e ainda maior frequência de amenorreia secundária (falta de menstruação)... Além disso, mesmo nos casos em que a gravidez é obtida, tem sido demonstrado que, em mulheres com doença celíaca não tratada, a taxa de aborto espontâneo é maior que a encontrada na população geral; nestes casos, o risco relativo de aborto múltiplo e recém-nascido de baixo peso é 8-9 vezes maior do que o da população geral.

Já homens com doença celíaca podem ter disfunção gonadal (problema no funcionamento das gônadas, glândulas dos aparelhos reprodutivos, no caso masculino, testículos) o que poderia levar a problemas de fertilidade. 

As mulheres são diagnosticadas com muito mais frequência do que os homens: até 70% das pessoas diagnosticadas com a doença são do sexo feminino, em parte porque mais mulheres do que homens realmente têm a doença, e em parte porque as mulheres são mais propensas a procurar um diagnóstico para os seus problemas de saúde. A infertilidade pode ser um sinal da doença.

A sensibilidade ou intolerância ao glúten é uma das doenças alimentares mais comuns em todo o mundo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 1% da população mundial é celíaca – sensível ao glúten. Entretanto, além do desconforto no trato digestivo, muitas mulheres celíacas associam a doença ao ciclo menstrual desregulado que, segundo especialistas, está associado a ausência de absorção de nutrientes, devido à inflamação na mucosa intestinal.

De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), não há um número exato no país, mas estima-se que até dois milhões de brasileiros são celíacos. Ou seja, muitas mulheres percebem alterações no período menstrual, tem a sensibilidade ao glúten e, além de não procurar atendimento especializado, também não sabem que esses sintomas podem estar relacionados.

Na verdade, qualquer tipo de processo inflamatório crônico é capaz de trazer disfunções no ciclo menstrual.

Isso se deve ao estresse causado biologicamente que aumenta o hormônio cortisol (hormônio do estresse) que, por sua vez, pode alterar os hormônios que regulam a menstruação. Então, como quase 90% de tudo o que consumimos tem glúten, essa reação no corpo de sensíveis à proteína é comum.

Os nutricionistas alertam também que as pessoas com sensibilidade ao glúten geralmente têm alterações digestiva, na pele e até respiratórias. Por isso, os profissionais da saúde orientam que as pessoas muito sensíveis devem evitar a proteína, não só para o reequilíbrio menstrual, mas para o bem-estar do corpo inteiro. 

A alimentação é parte importante em todos os processos do nosso corpo. Por isso, tudo o que comemos precisa ser de qualidade e valor nutricional adequados, sobretudo na realidade de quem tem intolerâncias, alergias ou restrições alimentares. 

No caso de pessoas que tem intolerância ao glúten, mas não apresentam tanta sensibilidade, é possível se alimentar com cautela, sem radicalismo, mas fugindo de excessos de pratos que levam o trigo.

Efeitos na fertilidade na mulher

• Amenorreia
• Endometriose
• Abortos espontâneos
• Presença de aftas frequentes e dolorosas
• Menopausa precoce


Efeitos na fertilidade no homem

• Espermatozoides anormais (forma alterada e número reduzido)
• Níveis mais baixos de testosterona.


Efeitos na gestação

• Anemia grave
• Ameaça de aborto
• Descolamento prematuro da placenta
• Hipertensão arterial e retardo de crescimento intrauterino
• Abortos recorrentes
• Recém-nascido com baixo peso
• Natimortos
• Redução na duração da lactação

Tratamento

O tratamento baseia-se exclusivamente na dieta alimentar. Deve se excluir do cardápio produtos industrializados com a presença de glúten como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, uísque, vodca e outros, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Digamos que é um processo desafiador mas que vale a pena encarar para que haja a restauração total do organismo.

O processo entre intolerância ao glúten e a doença celíaca tem diferenças. Na intolerância, há inchaço, gases e diarreia, enquanto a doença celíaca caracteriza-se pela evolução das dores de forma mais grave.

 No caso do ciclo menstrual, as celíacas podem apresentar desde alterações na menstruação até dificuldade de engravidar. Por isso, é muito importante a consulta com ginecologistas e nutricionistas, a fim de que o melhor tratamento para o problema esteja disponível para cada paciente de forma individualizada.


Conclusão:

Todos nós devemos prestar bastante atenção aos sinais e sintomas presentados por nosso corpo independente de exames e diagnósticos, pois as intolerâncias alimentares muitas das vezes são silenciosas e podem causas graves problemas ao intestino e todo o corpo.
Nem sempre as doenças são reveladas em exames comuns.
Em caso de dúvidas não hesite em procurar um especialista o mais rápido possível.



Obrigada por me acompanhar aqui no blog.
Espero que esse conteúdo te seja muito útil.
Até o próximo post.👋