As doenças cardiovasculares são um conjunto de condições que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Elas podem ser congênitas, presentes desde o nascimento, ou adquiridas ao longo da vida devido a hábitos de vida não saudáveis, como alimentação rica em gordura e falta de atividade física.
As principais doenças incluem hipertensão, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca. É importante manter hábitos saudáveis, como praticar atividade física regularmente e controlar fatores de risco, como tabagismo e obesidade, para prevenir essas condições.
As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte no mundo e, apesar de alguns fatores de risco como a idade, o histórico familiar ou o sexo não poderem ser alterados, existe alguns hábitos que são capazes de reduzir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Mas, as doenças cardiovasculares nem sempre estão relacionadas com fatores externos, muitas vezes os bebês já nascem com as chamadas cardiopatias congênitas. Estas são anomalias na estrutura ou na função do coração que se formam durante o desenvolvimento do feto.
Entre os principais sintomas associados às doenças cardiovasculares estão a dor no peito, o inchaço e a falta de ar. Problemas de saúde envolvendo o coração e os vasos sanguíneos devem ser diagnosticados e tratados o mais rápido possível, pois muitas vezes podem ser fatais.
Assim, é importante que se tenha hábitos saudáveis, além de fazer um acompanhamento médico, com exames de rotina para avaliar os níveis de colesterol, triglicerídeos e glicose no sangue, especialmente em pessoas que têm pressão alta ou diabetes.
Tipos de Doenças Cardiovasculares mais comum
- Hipertensão
- Infarto agudo do miocárdio
- Insuficiência cardíaca
- Cardiopatia congênita
- Endocardite bacteriana
- Arritmias
- Angina
- Miocardite
- Valvulopatias
- Doença cardíaca reumática
Vamos entender melhor cada uma dessas doenças?
1- Hipertensão
A hipertensão, ou pressão alta, é quando a pressão arterial se mantém acima de 130×90 mmHg (“13 por 9”), na maior parte do tempo. Nesta doença, a força do sangue contra a parede dos vasos sanguíneos é muito alta e isso dificulta a circulação.
Os sintomas de hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, apesar de serem pouco frequentes, podem surgir quando a pressão é muito superior à normal, incluindo enjoos, tonturas, cansaço excessivo, visão embaçada, dificuldade para respirar ou dor no peito, por exemplo.
Como prevenir a Hipertensão
A pressão arterial alta raramente apresenta sintomas perceptíveis. Mas se não tratada, a hipertensão aumenta seu risco de problemas sérios, como ataques cardíacos e AVCs.
Este artigo foi desenvolvido com o intuito de ajudar ao leitor a se atentar aos sinais que o corpo apresenta quando há algo fora do normal.
É também de suma importância o autocuidado.
Alterações no estilo de vida podem ajudar a controlar e prevenir a hipertensão, mesmo que você esteja tomando medicamentos para pressão alta.
Aqui estão alguns hábitos que você pode adotar para uma melhor qualidade de vida:
- Coma alimentos saudáveis
- Modere o sal na sua dieta
- Mantenha um peso saudável
- Aumente a atividade física
- Limite o consumo de álcool
- Não fume tabaco
- Gerencie o estresse
- Monitore sua pressão arterial em casa
- Pratique relaxamento ou respiração lenta e profunda
Mas, mesmo seguindo à risca todas essas recomendações, ainda é possível que, por algum outro motivo, o seu organismo desenvolva uma hipertensão arterial. Por isso, as consultas médicas e a realização de exames são fundamentais para identificar um possível problema ainda no início e aumentar as chances de reverter o quadro.
Como ter certeza do diagnóstico?
O diagnóstico da hipertensão é feito por um médico, por meio da verificação da pressão arterial. A pressão é considerada normal quando está em torno de 120/80 mmHg.
A hipertensão é confirmada quando a pressão está consistentemente igual ou acima de 140/90 mmHg, em diversas medições realizadas em dias diferentes ou em urgências/emergências hipertensivas.
2- Infarto agudo do Miocárdio
Infarto agudo do miocárdio (IAM) é a diminuição ou interrupção da passagem de sangue para o coração, provocando a morte das células do coração devido à falta de oxigênio no tecido, o que leva ao aparecimento de sintomas como dor do lado esquerdo do peito, que pode irradiar para o ombro, pescoço, rosto ou braço esquerdo, por exemplo.
Na presença dos sintomas de IAM, deve-se procurar o hospital ou o pronto socorro mais próximo imediatamente, para que seja diagnosticado e iniciado o tratamento, que tem como o objetivo de desobstruir a artéria e melhorar a circulação sanguínea para o coração, evitando complicações que podem colocar a vida em risco.
Possíveis causas do infarto agudo do miocárdio
O infarto agudo do miocárdio é causado pela diminuição ou interrupção do fluxo de sangue nas artérias coronárias, que são responsáveis por levar oxigênio para as células cardíacas, resultando em isquemia cardíaca, que é a falta de oxigênio no músculo cardíaco, o que leva à morte do tecido muscular do coração.
Essa diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo, geralmente é causada por um acúmulo de gordura dentro dos vasos sanguíneos, em formas de placas, que podem dificultar a passagem de sangue para o coração, ou ainda se soltar e estimular a formação de coágulos dentro das coronárias e, assim, causar o infarto.
Forma de Tratamento
O mais importante no tratamento do infarto é a desobstrução da artéria entupida. Existem duas formas de realizar esta desobstrução: angioplastia coronária (desobstrução mecânica) ou fibrinolíticos (desobstrução com medicamentos). No primeiro, um cateter-balão é inserido por meio de uma punção arterial (no punho ou virilha) e direcionado até o local do entupimento da artéria.
Esse cateter é inflado para que seja aberta a artéria. Em seguida é colocado um stent (um dispositivo semelhante a uma mola), mantendo a artéria aberta e normalizando a circulação de sangue.
Já os fibrinolíticos são medicamentos para dissolução do coágulo. Essa técnica é indicada somente quando não é possível a desobstrução por angioplastia, pois pode causar hemorragias.
Além disso, são associados ao tratamento outros medicamentos que têm por objetivo evitar a formação de novos coágulos, prevenir arritmias e controlar o colesterol, além de favorecer a cicatrização da área afetada.
3- Insuficiência Cardíaca
A insuficiência cardíaca é uma doença caracterizada pela incapacidade do coração em bombear o sangue de forma adequada. Isso pode acontecer devido a algum problema na contração ou de relaxamento do músculo cardíaco, comprometendo o funcionamento do organismo. Quando não tratada adequadamente, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente
A insuficiência cardíaca pode acometer qualquer faixa etária e, atualmente, afeta de 1 a 2% da população.
Forma de tratamento
Devido ao acúmulo de líquido nos pulmões e no corpo, os pacientes sintomáticos recebem diuréticos, medicamentos que atuam no rim, e orientações para restringir a ingestão de sal e líquidos, o que pode reduzir os sintomas. Além disso, a atividade física orientada é incentivada, pois melhora a qualidade de vida e a tolerância ao exercício, sendo uma parte importante do tratamento.
Atualmente, existem medicamentos que podem auxiliar na melhora da função cardíaca e estabilizar a condição.
Em casos específicos, pode ser considerado o uso de marcapasso biventricular para melhorar a coordenação da contração cardíaca e o cardiodesfibrilador implantável para reduzir o risco de arritmias (alterações nos batimentos).
Procedimentos cirúrgicos, como a correção de cardiopatias congênitas, revascularização miocárdica e a substituição de válvulas cardíacas, podem ser necessários em situações específicas.
Para pacientes que não respondem ao tratamento clínico, o transplante cardíaco é uma opção que melhora a qualidade de vida. Por fim, dispositivos de assistência circulatória mecânica, como ventrículos artificiais, podem ser usados temporariamente para apoiar o coração enquanto se aguarda um transplante.
4-Cardiopatia Congênita
Cardiopatia congênita é uma doença que indica anormalidade na função ou estrutura do coração desde o nascimento do bebê. Existem alguns tipos de malformações congênitas, mas entre as mais comuns estão a comunicação anômala entre os átrios esquerdo e direito, comunicações interatriais e as interventriculares.
De acordo com as alterações estruturais e funcionais, a cardiopatia pode ser classificada em dois tipos principais:
1. Cardiopatia congênita cianótica
Este tipo de cardiopatia é mais grave, pois o defeito no coração pode afetar de forma significativa o fluxo sanguíneo e a capacidade de oxigenação do sangue, e, dependendo da sua gravidade, pode provocar sintomas como palidez, coloração azul da pele, falta de ar, desmaios e, até convulsões e morte.
2. Cardiopatia congênita acianótica
Este tipo de cardiopatia causa alterações que nem sempre provocam repercussões tão graves no funcionamento cardíaco, e a quantidade e intensidade dos sintomas depende da gravidade do defeito cardíaco, que vão desde ausência de sintomas, sintomas somente durante esforços, até a insuficiência cardíaca.
Forma de tratamento
O tratamento da cardiopatia congênita é realizado conforme o quadro clínico do paciente. Alguns casos podem evoluir para a cura espontânea. As cardiopatias congênitas que evoluem para formas mais graves podem precisar de tratamento cirúrgico como o cateterismo cardíaco terapêutico indicada para quase todos os casos, sendo capaz de curar a cardiopatia.
Muitos casos demoram anos para serem diagnosticados e podem ser resolvidos de forma espontânea ao longo do crescimento da criança, fazendo com que sua vida seja normal. No entanto, casos mais graves necessitam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida.
Além disso, diversas síndromes genéticas podem apresentar defeitos cardíacos e, por isso, o funcionamento do coração deve ser bem avaliado caso a criança seja diagnosticada com estas doenças.
5-Endocardite Bacteriana
A endocardite bacteriana é uma condição séria e potencialmente fatal que afeta o revestimento interno do coração, conhecido como endocárdio. Essa infecção ocorre quando bactérias entram na corrente sanguínea e se fixam em áreas danificadas das válvulas cardíacas ou outras estruturas cardíacas.
A endocardite pode ser causada por uma variedade de bactérias, incluindo Streptococcus, estafilococos e enterococos. Essas bactérias podem entrar na corrente sanguínea por meio de procedimentos odontológicos, cirurgias, uso de drogas intravenosas ou até mesmo infecções leves na pele.
Uma vez dentro do corpo, essas bactérias podem se multiplicar e formar aglomerados chamados vegetações nas válvulas cardíacas. Com o tempo, essas vegetações podem danificar as válvulas e levar a complicações como disfunção valvar ou até mesmo insuficiência cardíaca.
Os sintomas comuns da endocardite bacteriana incluem febre, calafrios, fadiga, dor nas articulações e perda de peso inexplicável. Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar sopros cardíacos novos ou agravados ou desenvolver sinais de embolização, como pequenas manchas roxas na pele.
O diagnóstico e o tratamento imediatos são cruciais no tratamento da endocardite bacteriana. Antibióticos são normalmente prescritos para eliminar a infecção e prevenir mais danos às válvulas cardíacas.
Em casos graves em que surgem complicações ou se o tratamento com antibióticos não resolver a infecção, pode ser necessária uma cirurgia para reparar ou substituir as válvulas danificadas.
É importante que indivíduos em risco de endocardite bacteriana tomem medidas preventivas. Isso inclui praticar uma boa higiene oral escovando e passando fio dental regularmente e buscando atendimento médico imediato para quaisquer sinais de infecção.
Forma de tratamento
Quando se trata do tratamento da endocardite bacteriana, a intervenção rápida e apropriada é fundamental.
A endocardite bacteriana é uma infecção grave do revestimento interno e das válvulas do coração, causada por bactérias que entram na corrente sanguínea.
Ela requer uma abordagem abrangente que combina terapia médica e, às vezes, intervenção cirúrgica. O objetivo principal do tratamento é erradicar a infecção e prevenir maiores danos às válvulas cardíacas. Os antibióticos desempenham um papel crucial para atingir esse objetivo.
A escolha dos antibióticos depende de vários fatores, incluindo o tipo de bactéria que causa a infecção, sua suscetibilidade a certos medicamentos e fatores individuais do paciente, como alergias ou condições de saúde subjacentes.
Na maioria dos casos, uma combinação de antibióticos é usada para atingir um amplo espectro de bactérias. A duração da terapia com antibióticos varia dependendo da gravidade da infecção e se complicações surgiram. Normalmente, o tratamento dura várias semanas ou até meses para garantir a erradicação completa das bactérias.
Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para reparar ou substituir válvulas cardíacas danificadas ou remover tecido infectado. A intervenção cirúrgica pode ser recomendada se houver sinais de disfunção valvar ou se houver complicações como formação de abscesso ou infecção persistente, apesar da terapia com antibióticos.
É importante que pacientes com endocardite bacteriana recebam cuidados médicos contínuos e acompanhamento após o tratamento. O monitoramento regular ajuda a garantir que qualquer recorrência ou complicação potencial seja prontamente identificada e tratada.
Medidas de prevenção
A prevenção é fundamental quando se trata de endocardite bacteriana, uma infecção grave do revestimento interno do coração. Ao tomar medidas proativas, os indivíduos podem reduzir significativamente o risco de desenvolver essa condição potencialmente fatal.
Uma das maneiras mais eficazes de prevenir a endocardite bacteriana é por meio da higiene bucal adequada como já mencionado acima.
Escovar os dentes e usar fio dental regularmente, bem como visitar seu dentista para limpezas e check-ups de rotina, pode ajudar a eliminar bactérias nocivas em sua boca que podem entrar na corrente sanguínea e infectar o coração.
Além disso, indivíduos com certas condições cardíacas ou válvulas cardíacas protéticas podem ser aconselhados por seu médico a tomar antibióticos antes de certos procedimentos ou cirurgias odontológicas.
Essa medida preventiva ajuda a reduzir o risco de bactérias entrarem na corrente sanguínea durante esses procedimentos. Também é importante manter boas práticas gerais de saúde e higiene. Isso inclui ter uma dieta balanceada, praticar exercícios regularmente, dormir o suficiente e evitar comportamentos de risco, como uso de drogas intravenosas.
6-Arritmias
As arritmias são alterações no ritmo cardíaco normal.
Na maioria das pessoas os batimentos cardíacos giram em torno de 60 a 100 por minuto, com variações nas situações de repouso ou esforço físico.
Alterações nesse funcionamento podem fazer o coração bater em ritmo acelerado (taquicardia) ou lento demais (bradicardia). A maioria das arritmias são benignas e não causam sintomas, porém outras podem provocar sensação de palpitações, desmaios e risco de morte.
As arritmias podem se originar na parte superior (átrios ou supraventriculares) ou inferior do coração (ventrículos). Dentre as arritmias supraventriculares destacam-se as extrassístoles atriais; as taquicardias paroxísticas (curto-circuito no coração), vias acessórias (Wolf-Parkinson-White), taquicardia atrial, flutter e fibrilação atrial.
A fibrilação atrial é bastante frequente na prática clínica. Trata-se de uma alteração no ritmo cardíaco caracterizada por contrações rápidas e não coordenadas dos átrios, que atinge boa parte da população, especialmente na terceira idade.
Nos ventrículos, a mais frequente é a extrassístole, batida anormal que se assemelha a uma falha ou tranco no coração, que geralmente não necessita tratamento.
Já a taquicardia ventricular pode, em algumas situações, prejudicar o funcionamento do coração, resultando em sensação de palpitações, tontura e até desmaios, requerendo atendimento imediato.
Em casos extremos ela pode levar à parada cardíaca e morte cardíaca súbita. Boa parte desses casos poderiam ser evitados se fossem diagnosticados precocemente.
Tratamento
Muitas arritmias não necessitam tratamento. Dependendo do tipo e intensidade da arritmia, pode ser necessário o uso de medicamentos, além de mudanças no estilo de vida.
A reversão de algumas arritmias, como o flutter atrial, pode requerer a aplicação de um choque no tórax (cardioversão elétrica), procedimento que é feito sob sedação e, muitas vezes, em nível ambulatorial.
Em alguns casos de taquicardia (aceleração do coração), a realização da ablação por cateter é muito efetiva e muitas vezes curativa. Essa técnica consiste na cauterização do foco da arritmia durante o estudo eletrofisiológico.
Nos casos de bradicardias (coração lento), os marca-passos – equipamentos que emitem impulsos elétricos para corrigir falhas no ritmo dos batimentos, podem ser implantados embaixo da pele oferecendo excelente controle do ritmo cardíaco. Atualmente, esses aparelhos são muito pequenos, não comprometendo o estilo de vida do paciente.
Já nos pacientes com taquicardia ventricular grave (com risco de morte), pode ser implantado um marca-passo especial chamado desfibrilador automático, que faz a detecção do ritmo cardíaco alterado e libera um choque ressuscitador que corrige a pulsação.
Existem também marcapassos especiais que auxiliam no tratamento de algumas formas de insuficiência cardíaca (corações enfraquecidos), chamados de ressincronizadores.
Nessas circunstâncias, o coração não bombeia sangue adequadamente porque a contração do músculo ocorre de maneira desorganizada. O marcapasso ajuda a corrigir esse distúrbio (dissincronia).
Tipos de arritmias cardíacas
Os médicos classificam as arritmias cardíacas não apenas pela sua origem (átrios ou ventrículos), mas também pela velocidade da frequência cardíaca que elas causam:
Taquicardia: frequência cardíaca em repouso superior a 100 batimentos por minuto.
Bradicardia: frequência cardíaca em repouso inferior a 60 batimentos por minuto.
Nem todas as taquicardias ou bradicardias significam que você tem uma doença cardíaca. Por exemplo, durante o exercício, é normal que ocorra um aumento da frequência cardíaca à medida que o coração acelera para fornecer mais sangue rico em oxigênio para os tecidos. Durante o sono ou em momentos de relaxamento profundo, não é incomum que a frequência cardíaca diminua.
Sintomas das Arritmias Cardíacas
As arritmias cardíacas podem não causar nenhum sinal ou sintoma. Na verdade, seu médico pode descobrir que você tem uma arritmia cardíaca antes mesmo de você saber, durante um exame rotineiro. Sinais e sintomas perceptíveis não significam necessariamente que você tenha um problema sério.
Os sintomas perceptíveis de arritmias cardíacas podem incluir:
- Uma palpitação no peito
- Um batimento cardíaco acelerado
- Um batimento cardíaco lento
- Dor no peito
- Falta de ar
Outros sintomas podem incluir:
- Ansiedade
- Fadiga
- Tontura ou vertigem
- Suar frio
- Desmaio ou quase desmaio
7-Angina
Angina é a dor no peito causada pela diminuição do fluxo de sangue nas artérias coronárias que levam oxigênio ao coração, sendo essa situação conhecida como isquemia cardíaca, o que pode causar sintomas como sensação de peso ou aperto no peito, formigamento no braço e suor frio, por exemplo.
Na maioria das vezes, a isquemia cardíaca é uma consequência do acúmulo de placas de gordura nas artérias coronarianas, sendo mais frequente em pessoas com pressão alta, colesterol elevado ou diabetes descompensado
A isquemia cardíaca e, consequentemente a angina, são mais comuns de acontecer em pessoas acima dos 50 anos e devem ser tratadas rapidamente, pois são um grande risco para o desenvolvimento de infarto, parada cardíaca e outras doenças cardiovasculares, como arritmia, insuficiência cardíaca ou AVC, por exemplo.
Sintomas da Angina
A angina é tipicamente uma dor na região central ou à esquerda do tórax, que pode irradiar para as costas, mandíbula ou para o braço esquerdo. A dor costuma ser descrita como um aperto ou uma sensação de pressão no peito e é tipicamente desencadeada por esforço ou emoção. Quando o paciente fica em repouso ou faz uso de nitrato sublingual, a dor desaparece.
Já a angina instável é uma emergência médica, pois, nesse caso, a dor anginosa é habitualmente indistinguível da dor do infarto agudo do miocárdio. Ela tem as mesmas características da angina estável, mas é de longa duração, costuma ser mais intensa e não melhora com repouso. O nitrato sublingual pode causar algum alívio, mas não elimina a dor totalmente.
Nem todos os pacientes sentem dor durante um episódio de isquemia miocárdica, especialmente os mais idosos e os diabéticos. Em alguns casos, o paciente sente desconforto, queimação no estômago, mal-estar, falta de ar, palpitação, cansaço súbito ou sensação de desmaio. Esses sintomas são chamados de equivalentes anginosos. São apresentações clínicas de isquemia cardíaca sem a dor anginosa típica.
Também existem os episódios de isquemia miocárdica silenciosa, que ocorrem sem que o paciente refira qualquer sintoma.
Prevenção da Angina
Você pode prevenir a angina fazendo as mesmas mudanças no estilo de vida que podem melhorar seus sintomas, caso você já tenha angina.
Essas mudanças incluem:
- Parar de fumar tabaco.
- Controlar e monitorar outras condições de saúde, como hipertensão, colesterol alto e diabetes.
- Ter uma dieta saudável e manter um peso saudável.
- Aumentar sua atividade física. Tente realizar 150 minutos de atividade moderada a cada semana. Além disso, é recomendado que você faça 10 minutos de treinamento de força duas vezes por semana e alongue-se três vezes por semana, por cinco a dez minutos cada vez.
- Reduzir seu nível de estresse.
- Limitar o consumo de álcool.
8- Miocardite
A miocardite é uma inflamação no músculo cardíaco, que pode comprometer a capacidade do coração de bombear o sangue de forma eficiente. Essa condição pode ser desencadeada por infecções virais, bactérias, doenças autoimunes, medicamentos ou toxinas.
Essa condição pode variar de leve a grave, e os sintomas nem sempre são evidentes nos estágios iniciais. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para minimizar danos ao coração e prevenir complicações mais graves.
Os sintomas variam de leves a graves e incluem dor no peito, cansaço, falta de ar e arritmias. O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro, podendo envolver desde repouso até suporte circulatório em casos graves.
As principais causas de miocardite incluem:
- Infecções virais: adenovírus, parvovírus B19, vírus da gripe, HIV e coronavírus (Covid-19).
- Infecções bacterianas: como difteria ou febre reumática.
- Doenças autoimunes: lúpus, artrite idiopática juvenil ou vasculites.
- Reações tóxicas ou alérgicas: medicamentos, vacinas (raramente) ou drogas ilícitas.
- Miopericardite: inflamação que envolve o miocárdio e o pericárdio simultaneamente.
Prevenção da Miocardite
Embora nem todos os casos possam ser evitados, existem medidas eficazes para reduzir o risco:
- Vacinação em dia, principalmente contra gripe, sarampo, COVID-19 e poliomielite.
- Higiene adequada, como lavar as mãos e evitar contato com pessoas infectadas.
- Controle de doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.
- Evitar uso abusivo de álcool e drogas.
- Realizar check-ups regulares com o cardiologista.
- Buscar atendimento precoce ao sinal de infecções.
9-Valvulopatias
A valvulopatia, também chamada de valvulopatia cardíaca, é um conjunto de doenças que afetam as válvulas cardíacas, principalmente a válvula mitral, que separa o átrio esquerdo do ventrículo esquerdo, ou a válvula aórtica, e ocorre devido ao endurecimento das válvulas, dificultando o trabalho do coração em bombear o sangue para todas as partes do corpo, o que pode levar ao desenvolvimento de outros problemas como insuficiência cardíaca, arritmia ou até parada cardíaca.
Esses tipos de doenças são mais frequentes em homens a partir dos 65 anos e mulheres a partir dos 75 anos, e muitas vezes não apresentam sintomas fáceis de identificar. No entanto, como há uma dificuldade de o coração bombear o sangue, a pessoa pode se sentir constantemente cansada, fraca ou com falta de ar; sendo recomendado ir ao cardiologista para que sejam feitos exames e se chegue a uma conclusão diagnóstica.
Tratamento para as Valvulopatias
O tratamento para as doenças das válvulas cardíacas depende da situação individual de cada paciente. A escolha a ser recomendada pelo cardiologista levará em consideração a idade, a saúde geral da pessoa e a gravidade da valvulopatia.
Geralmente, o médico especialista indica o uso de remédios como diuréticos, antiarrítmicos, betabloqueadores, vasodilatadores ou anticoagulantes, para melhorar os sintomas de inchaço, palpitações cardíacas ou falta de ar. No caso de a condição ter sido causada por uma infecção, o médico também deve receitar antibióticos.
Além disso, em alguns casos, o profissional tem a possibilidade de indicar a realização de cirurgia para reparar ou substituir as válvulas afetadas, mesmo que o paciente não apresente sintomas, para prevenir complicações.
Prevenção das Valvulopatias
A prevenção das valvulopatias envolve a adoção de hábitos saudáveis que protejam o coração e as válvulas cardíacas, além de monitorar condições que possam prejudicar o funcionamento das válvulas.
O controle da pressão arterial é essencial. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças nas válvulas cardíacas
A pressão alta tem causa multifatorial, mas decorre principalmente de enrijecimento da parede de artérias e retenção renal de sódio.
Então o que se sugere a fazer é:
- Adotar uma alimentação saudável, sem muito sal;
- Praticar atividade física;
- Manter um sono adequado.
Manter os níveis de colesterol adequados ajuda a prevenir o desgaste das válvulas cardíacas. O controle do diabetes também é essencial, pois a glicose elevada pode danificar os vasos e as válvulas.
A prática regular de exercícios físicos fortalece o coração, ajuda a controlar fatores de risco e previne o sedentarismo. Além disso, evitar o tabagismo diminui o risco de doenças vasculares que afetam as válvulas.
O tratamento precoce de infecções que podem levar à febre reumática também é importante para proteger o sistema cardiovascular. A febre reumática decorre de uma infecção bacteriana na garganta que se dissemina principalmente quando as condições sanitárias não são adequadas.
A reação do organismo a essa infecção pode promover um acometimento grave das válvulas cardíacas. Portanto, boas condições sanitárias e uso, quando corretamente indicado, de antibiótico para o tratamento dessa infecção são fundamentais para a prevenção da febre reumática.
Enquanto a valvulopatia de grau avançado não for tratada de forma definitiva, a prática de atividades físicas intensas deve ser evitada. Na maioria dos casos, os pacientes têm dificuldade para se exercitar devido às limitações impostas pela condição.
Após o adequado tratamento, esses pacientes podem praticar atividade física, poucos dias após a correção por cateter, e geralmente um mês após cirurgia.
Realizar exames regulares e consultar um profissional de saúde ajuda na detecção precoce de problemas nas válvulas, assim iniciando os tratamentos antes que se agravem.
10-Doença Cardíaca Reumática
Cardiopatia reumática ou doença cardíaca reumática é uma complicação tardia da febre reumática aguda, resultando em lesões nas válvulas cardíacas. A febre reumática é uma reação do organismo a uma infecção pela bactéria Streptococcus do grupo A de Lancefield, comum em infecções de garganta ou amígdalas.
Essa condição está frequentemente relacionada à falta de saneamento básico especialmente em regiões mais pobres, seja no Brasil ou em qualquer outro país, e surge quando infecções na garganta não são tratadas adequadamente.
Os sintomas podem aparecer cerca de dez dias após a infecção inicial, afetando articulações, o sistema nervoso central, a pele e, principalmente, o coração.
Além disso, a doença pode se desenvolver após infecções recorrentes ou que não foram tratadas corretamente, levando a danos progressivos no coração, especialmente nas válvulas mitral e aórtica (localizadas no lado esquerdo do coração).
Essas válvulas perdem a capacidade de abrir e fechar corretamente, podendo causar insuficiência ou estreitamento valvar (estenose).
Prevenção da Cardiopatia Reumática
A prevenção da cardiopatia reumática é essencial e pode ser alcançada através do tratamento adequado de infecções por estreptococos.
É fundamental que os pacientes que apresentam faringite sejam diagnosticados e tratados rapidamente com antibióticos. Além disso, a educação em saúde e o acesso a cuidados médicos são fatores importantes para reduzir a incidência da doença.
É crucial conscientizar as comunidades sobre a importância de manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos regularmente e se portar adequadamente em momentos de tosses e espirros. Aumentar a conscientização sobre os sinais e sintomas de infecções estreptocócicas na garganta pode ajudar os indivíduos a procurarem atendimento médico oportuno.
Existem vários outros fatores que podem colaborar na prevenção da cardiopatia reumática.
Tratamento da doença Cardíaca Reumática
Os cuidados da doença cardíaca reumática buscam tratar a febre reumática como forma de frear o desenvolvimento de uma cardiopatia reumática.
Não vai ser sempre que a febre reumática vai causar danos nas valvas cardíacas (valva mitral ou valva aórtica), o que acabaria resultando na cardiopatia reumática.
Existe a possibilidade de que anos mais tarde, a valva mitral acabe se tornando estreitada, condição chamada de estenose mitral.
Como tratamento da febre reumática aguda, o cardiologista pode solicitar o uso de antibióticos para que a infecção seja tratada.
Outros medicamentos serão utilizados para o alívio da inflamação do coração e de outros órgãos.
Caso o dano seja leve, não vai ser necessário tratamento; porém, se for grave, pode ser necessário realizar uma cirurgia para reparar a válvula danificada.
Em último caso, se a válvula tiver sofrido muito dano, pode ser que seja preciso substituí-la por uma válvula artificial.
Conclusão
Podemos perceber que as doenças cardiovasculares apresentam os sintomas, prevenções e tratamentos bem semelhantes, como:
Priorizar a prática regular de atividade física;
Fazer check-ups médicos regulares para manter a saúde em dia;
Parar de fumar;
Consumir álcool moderadamente, ou não consumir;
Cuidar da alimentação e ter uma dieta balanceada;
Manter o peso adequado a sua altura;
Evitar cafeína;
Manter os níveis de glicose no sangue controlados;
Não usar drogas como cocaína ou anfetaminas;
Dormir pelo menos 8 a 9 horas por noite.
Adotar bom hábitos a nossa rotina nos trás benefícios para vida inteira!
É de suma importância o diagnóstico precoce para que se inicie o tratamento adequado.
Espero que esse edital tenha sido útil para você.

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